Renascendo

jaderocha

Tão quanto foi a sua chegada, repentinamente você desapareceu. Na mensagem instantânea, apenas: “Jade, não ‘poder’ ‘está’ com você em Inglaterra”. Em um pobre português, aquelas palavras feriram-me no mais íntimo do meu ser. A verdade me fez calar; o que eu mais temia acontecera: eu me apaixonara por um estrangeiro, cujos olhos azuis me encantaram naquele mar do nordeste, mas que tinham como lema a liberdade extrema. Hoje, ao passar em frente ao seu ap, no Bairro do Cabo Branco, as lembranças do que vivemos ali estão escondidas pela placa de “Vende-se”. Você vendeu o mais belo sentimento que eu lhe nutri, o amor. E o mais doloroso é que foi por um preço ínfimo: “Viva a sua vida que eu ‘continuar’ a viver a minha”. Sim, estou seguindo minha vida, ainda cheia de dores, de rancores, de tristezas, é verdade; mas desejosa de que tudo passe rapidamente, como os ventos do Sul que nos aliviam o calor durante o mês de dezembro. Cuidarei de mim, agora mais do que nunca, não se preocupe.

9 comentários

  1. marcia says:

    JAN!Então você se apaixonou novamente? Interrompi….e fui pensar um pouco sobre o motivo dessa exclamação. Ora, com certeza fique com medo que Jade sofresse novamente. Mas, que tolice franca, a minha, pois Jan, Jade, Rocha é uma das mulheres mais sensíveis e plenas que conheço. Por isso, a paixão e o amor a acompanham sempre e em tudo. No mais o meu agradecimento por participar dessa sua estada nesse mundo, que se pensarmos melhor, caminha rapidamente…..Então, Jan, que venham as paixões e/ou amores e que ser possível fiquem, se não, que nós permaneçamos! Sempre.
    Beijos.

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